sábado, 19 de fevereiro de 2011

Aguadinha de djar Fogo


Através de uma visita ao facebook deparei-me com algumas relíquias postadas pelo Fausto, professor, da ilha do Fogo. O primeiro edifício a ser celebrado é um lugar de lugar memória de estilo neoclássico, simbólico no contexto da ilha do Fogo. Não tenho informação concreta sobre o edifício em análise, mas sim, algumas considerações postado pelo Fausto; um dos “monumentos mais emblemáticos da cidade e, segundo Teixeira de Sousa, o seu principal miradouro: o reservatório de Aguadinha, tendo-se iniciado a construção em 1894, ainda sob a governação de Serpa Pinto, com término em 1913, ano em foi inaugurado.” Diga-se de passagem, trata-se de um lugar muito impor

tante para a história local: figuras locais, mitos, namoricos e a transversalidade de classe, género. "Destinava-se, primeiramente a receber a captação da nascente de Aguadinha, situada no sopé da serra a mais de 20 km, sendo esta a razão do nome que ostenta. Mais tarde foi reconvertida para receber a captação da Praia do Ladrão. Por décadas, principal lugar de abastecimento de água, gerou figura inesqueciveis como Nhô Armandim, Totone Micia ou Tchontcha Bassora... Lugar de uma boa cavaqueira ao fim da tarde ou de encontro de namorados"...



Uma pequena descrição:

Para fazer a descrição deste edifício contei com o apoio de uma pessoa querida que me forneceu em tom ligeiro algumas informações; pode-se ver a intemporalidade deste edifício, com alguns traços que o caracteriza como neoclássico, embora com algumas notas barrocas, no que diz respeito à escadaria de dois lanços de acesso ao andar nobre e colunas no pátio superior tentando dar alguma movimentação à fachada, assim como a existência do jardim. Contudo as colunas acentuam igualmente a verticalidade neoclássica complementada nos edifícios. E é tipicamente neoclássica na sua disposição horizontal da fachada recta, com vãos organizados horizontalmente. Este classicismo verifica-se ainda na balaustrada que remata o edifício, nas paredes lisas sem a movimentação barroca, assim como a falta de variedade nos remates dos vãos. Ainda como a existência de mais do que uma entrada principal, afastando-se da importância dada à entrada principal do barroco.
Contudo é uma construção de dimensões reduzidas, cuja verticalidade e horizontalidade é dada através da ajuda dos vãos, da balaustrada e dos pilares.

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