segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Notas soltas:

Cabo Verde é sempre Cabo Verde. É preciso ter sempre em conta, a história, a memória e a idiossincrasia dos povos das ilhas. Arquitectar um discurso de desenvolvimento pontapeando os poucos resquícios da memória existente, sem uma estratégia de integração desta enquanto noz de integração do passado, presente e o futuro, é alimentar conflitos nos campos, cultural e político. Integrar no arquipélago os vários traços culturais é ter uma postura mais conforme com a identidade, desfavorecendo acepções periféricas a partir da moldura cultural do povo das ilhas. Como diz o poeta cujo nome já não recordo: “o povo das ilhas precisam de um poema diferente para o povo das ilhas.” Se em Cabo Verde não há ilhas “maus” e ilhas “bons” qual é a melhor estratégia de integração das diferenças regionais? Qual é o espaço da memória perante todo o processo de (re) construção Nacional? Se existe diferenças de fronteiras, de lugares e de identidades, como integra-los na memória nacional?
Vezes sem conta tem-se reforçado a ideia da postura hegemónica de Santiago, como palco centralizador e irradiador de iniciativas culturais e de imposição de “arbitrário cultural” (ponte mais assente é a tentativa da oficialização do crioulo). As resistências que se fazem nesse campo é uma iniciativa legítima por parte dos diversos actores socio-simbólico das ilhas. O que é necessário fazer perante tudo isto é a necessidade de operacionalizar todo o processo, desde governativa, aos da recolha e inventariação da memória colectiva.
Agora! Mais não digo. Até mais.

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