segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bagão Félix apoia criação de um museu da dívida externa

“O economista e conselheiro de Estado Bagão Félix apoiou, em declarações à agência Lusa, a criação em Portugal de um museu da dívida externa, que tenha uma função pedagógica e mostre a evolução do endividamento português ao exterior.�
“É bom aprender com as coisas do passado, com as dificuldades, com as soluções que se encontraram ao longo da história económica portuguesa”, afirmou Bagão Félix, acrescentando que “um acervo, um estudo completo e sistematizado seria um instrumento bastante interessante e bastante pedagógico para evitar situações no futuro”.
Depois de ter declarado a maior bancarrota da história, em 2001, a Argentina criou, em 2005, o Museu da Dívida Externa, na Universidade de Buenos Aires, e que reúne documentos, peças de arte, material gráfico e um centro de informação, para além de organizar atividades académicas e de investigação relacionadas com o tema, com o objetivo de dar a conhecer a origem e as implicações do endividamento externo do país.
(…)
O economista Luís Mira Amaral rejeita a possibilidade de criação de um museu da dívida externa em Portugal, o que defende ser uma ideia “péssima e perigosa” pois pode comparar a situação portuguesa com a da Argentina.
Maria Filomena Mónica considera a criação de um museu da dívida externa em Portugal “uma ideia disparatada”, defendendo que o papel pedagógico sobre a situação pertence a uma “oposição decente” que, se vigiasse as contas, evitaria a intervenção externa.
A criação de um museu da dívida em Portugal pode ser um projeto interessante para o ISEG desenvolver daqui a algum tempo e de forma construtiva, admitiu João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão.
Fonte, I, 06.05.2011
Fonte: http://www.pportodosmuseus.pt/?p=25540&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+pportodosmuseus%2FrxgW+%28pportodosmuseus%29

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