segunda-feira, 9 de maio de 2011

Especialistas defendem extinção do Ministério da Cultura e um só organismo para o Património e os Museus


“Debater o passado e o futuro das políticas do Património Cultural garantiu segunda-feira um fim de tarde e começo de noite animados no Ciinema S. Jorge, em Lisboa.
(…)
Entre as muitas acusações e casos concretos em que o património terá sido lesado houve quem defendesse a extinção do Ministério da Cultura e o regresso a um mega-organismo, à semelhança do  antigo Instituto Português do Património Cultural, para gerir os museus e o património arquitectónico”
O desinvestimento na Cultura e o crescimento da máquina burocrática são os principais motivos que levaram Raquel Henriques da Silva,  (…). “A Ministrá e a sua equipa já se deviam ter demitido (…). Se não há dinheiro para ter um ministério, que não haja ministério”, disse, lembrando que num dos períodos mais proveitosos para a política cultural, havia paenas uma Secretaria de Estado, tutelada por Teresa Gouveia.
Walter Rossa (…) adoptou um tom provocador para defender que o MC “Não serve para nada” (…)
O peso do IMC, desviando atenção e os fundos dos “verdadeiros agentes” – os museus – , foi também um dos aspectos focados por diversos especialistas (…)
Sentado na plateia, Elísio Summavielle, secretário de Estado da Cultura, foi ouvindo críticas e defendeu mais tarde ao público que concorda que “o sector patrimonial devia ter uma tutela inequívoca” (…) “não é um noco IPPC, mas um outro organismo a pensar na optimização colectiva”. E o que pensa da extinção do MC? (…) “A gestão do património devia ser do MC, mas não me choca que venha a ser partilhada com o Turismo e a Economia”.
Summavielle respondeu também às críticas de desinvestimento e admitiu que não teria optado pela construção do Museu dos Coches.
De Luís Calado (…) partiram algumas das mais graves acusações. (…) Falou da “incompetência, promiscuidade e impunidade na administração” e garantiu que “faltam agentes à altura” e transparência nas contas.
Identificados os problemas, quais são as soluções? Mais formação na área do Património, reorganização das colecções dos museus e fazer da Praça do Comércio o ponte de partida para a reabilitação da Baixa. Na Praça do Comércio, aliás, segundo o historiador de arte Fernando Baptista, deveriam ser criados dois grandes museus: um dedicado à História Portuguesa (…) e outro à pintura e à escultura, juntando à Pinacoteca do Museu Nacional de Arte Antiga a colecção do Museu do Chiado.”
Fonte: Público, 04.05.2011

Fonte: http://www.pportodosmuseus.pt/?p=25516

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