sexta-feira, 14 de outubro de 2011

escravatura na revista (in)visível



A abolição da escravatura é, inegavelmente, um importante marco transnacional na lenta construção de sociedades mais justas. Séculos de debate culminaram na eliminação da escravatura das leis e constituições da maior parte dos países do mundo. Enquanto fenómeno, a escravatura mantém-se, todavia, como flagelo real, presente e invisível.
Hoje, numa sociedade fustigada pelo agudizar das desigualdades sociais, pelos desequilíbrios geo-financeiros entre Estados e pela perda de direitos de amplas camadas de população, parece revalidar-se o diagnóstico de António Vieira quando, há muitos séculos, fez notar o desequilíbrio dialéctico entre os “senhores, poucos” e “os escravos, muitos”. A palavra escravidão assume múltiplas e tentaculares acepções.
O apelo à participação que lançamos prende-se justamente com o modo como este tema, ‘escravatura’, evoca um passado que lhe ditou a abolição, interpelando simultaneamente um presente que o relança e redefine. Do tráfico de seres humanos às migrações clandestinas, em fenómenos legíveis a partir do desfavorecimento económico, exploração sexual, invisibilidade(s) sociais… reclama-se visibilidade para uma temática que parece ter regressado, definitivamente, dos anais da história passada para o quotidiano das estórias presentes.

Outras informações:
A Revista (In)visível aceita artigos científicos, contribuições fotográficas, textos poéticos ou prosa originais, entre outros.
A Revista (In)visível publica trabalhos originais em Português.
Na apresentação dos originais, devem respeitar-se as seguintes instruções:
1. Os artigos não devem exceder 40.000 caracteres.
2. Devem ser enviadas à direcção da revista, em suporte informático, por correio electrónico para invisivel.revista@gmail.com.
3. Cada artigo deve ser acompanhado de um resumo, com o máximo de 750 caracteres
4. Cada autor/a deve enviar uma breve nota biobibliográfica, que não exceda 500 caracteres, e o endereço postal e electrónico.
5. Todas as citações devem ser traduzidas.

Mais informações acerca das normas de publicação podem ser lidas através aqui.
fonte: buala

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