terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Tributo à Cesária Évora



Pára música…
A dor é tanta que parti o meu violão aos cacos
Para fazer colagem na tela da memória
Um break-colage da dor e da saudade…
A tela do mar… arfar… arfar…
Que acaricia os cacos no tom de embalar
Ovaciono-te, Cize, aos berros para mundo
Enquanto parto a minha voz nos fragmentos d’alma
Sinto o chamamento das estrelas clamando por ti
Declamando mornas de embalar na matriz da saudade
Caminho longe para nunca mais…
Pára música. Pára…
Pára música e deixa-me dançar no vazio
A dança do tempo que cruza o céu
A coladeira da minha morada
E a morna da saudade
Pára a música e recolha as pautas,
O compasso, a clave, as colcheias, as nota menores…
Para a minha mala…
Não aguento mais…
Vou viajar…  
No azul anil
Do meu disco de vinil

Ps. Adeus Cesária até breve!

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